Arianismo Testemunhas De Jeová
O Arianismo é um antigo movimento cristão que surgiu no século IV d.C., defensor da doutrina de que Jesus Cristo, embora filho de Deus, não era de igual substância à divindade. A figura central do Arianismo foi Arius, então presbítero da Igreja em Alexandria.
Quem são as Testemunhas de Jeová?
A crença ariana afirmou que Jesus era criado por Deus, um ser eterno, mas diferenciado de Deus Pai, sendo portanto "o primeiro e maior criação". Seus seguidores acreditavam que Deus Pai era único e indivisível, enquanto Jesus era subordinado a Ele, sendo um ser inferior em grandeza.
O Arianismo foi considerado heresia pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C. A doutrina oficial da Igreja, proclamada no Credo de Nicéia, afirma a divindade de Cristo, sua natureza divina e sua igualdade com o Pai. O Concílio condenou as ensinamentos de Arius e seus seguidores.
As Testemunhas de Jeová têm uma posição que é frequentemente comparada ao Arianismo, embora elas mesmas rejeitem essa comparação. Os ensinamentos das Testemunhas sobre Cristo, expressos na sua publicação "A Torre de Vigia", sugerem que Jesus não era Deus universal e eterno, mas sim um ser criado por Deus Pai.
Segundo as Testemunhas, Jesus é "o Filho de Deus mais precioso" e "o criador da criação material", mas não é coetâneo com Deus Pai.
Essa perspectiva, apesar de diferente da doutrina tradicional cristã sobre a natureza divina de Jesus, não é sinônimo de Arianismo no sentido histórico. As Testemunhas de Jeová desenvolveram suas próprias interpretações bíblicas que influenciam sua visão da relação entre Cristo e Deus Pai.
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A relação entre o Arianismo e as crenças das Testemunhas de Jeová é um assunto de debate teológico. Alguns teólogos argumentam que há semelhanças entre ambas as doutrinas, enquanto outros afirmam que as diferenças são significativas.
É importante notar que as Testemunhas de Jeová se consideram cristãs e já se defendiam ativamente dessa afirmação de semelhança com o Arianismo.