Linha Do Tempo Modelos Atomicos
A compreensão da estrutura da matéria, a partir dos átomos que a constituem, é uma jornada milenar que moldou o entendimento científico da realidade. Ao longo dos tempos, diversos modelos atômicos foram propostos, cada um buscando refinar e aprofundar a imagem do átomo. Esta linha do tempo apresenta uma panorâmica dos principais modelos atômicos, desde as primeiras hipóteses até os modelos mais modernos.
Linha Do Tempo Dos Modelos Atomicos Sololearn/modelos Atomicos Resumo
No século IV a.C., o filósofo grego Demócrito introduziu a ideia de átomos como indivisíveis e eternas, “atômico” significa "indivisível" em grego. Essa concepção foi retomada séculos depois, mas sem embasamento experimental.
Seguindo esse raciocínio, no século XIX, o físico inglês John Dalton propôs o Modelo Atômico de Dalton, que postulava que os átomos eram esferas sólidas e indivisíveis, sendo os elementos formados por átomos diferentes e que as moléculas eram compostas por átomos combinados em relações numéricas simples. Este modelo foi o primeiro a ter uma base experimental, mas ultrapassou suas limitações devido à descoberta do elétron.
Em 1897, o físico inglês J.J. Thomson descobriu o elétron, a primeira subpartícula atômica, e propôs o Modelo Atômico de Thomson, que comparecia o átomo a um "pudim" eletromagnético, onde os elétrons negativos estavam distribuídos em uma esfera de carga positiva.
Resolve-se um problema: parte do átomo era negativa, mas não era completa, então Ernest Rutherford, em 1911, propôs o Modelo Atômico de Rutherford, após um experimento com feixes de partículas alfa, que revelou a existência de um núcleo central carregado positivamente, rodeado por elétrons distribuídos em órbitas elípticas. Essa estrutura ao redor do núcleo totalmente denso e minúsculo explica a scattering experimental.
Posteriormente, Niels Bohr, em 1913, acrescentou à teoria de Rutherford a ideia de que os elétrons orbitavam o núcleo em níveis de energia quantificados, emitindo ou absorvendo fótons com energias específicas em transações de nível. Sua teoria explicava a absorção e emissão de luz por átomos, mas não substratuava o comportamento de átomos em geral.
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No século XX, o conceito de "turbilhão" foi introduzido. Devido a observações de como os elétrons se comportavam, os modelos de Schrödinger (1926) e Heisenberg (1927) emergiram, baseados na mecânica quântica. O Modelo Atômico de Schrödinger descreve a probabilidade de encontrar um elétron em determinada região do átomo, ao invés de estar em órbitas definidas, e o Princípio da Incerteza de Heisenberg limita a precisão com que podemos conhecer simultaneamente a posição e o momento de um elétron.
Atualmente, o Modelo Atômico, baseado na mecânica quântica, é a melhor explicação para o comportamento dos átomos. Ele descreve a estrutura do átomo como um núcleo denso, composto por prótons e nêutrons, com elétrons orbitando em regiões de espaço com probabilidades definidas, conhecidas como orbitais.
A investigação do átomo continua a impulsionar avanços científicos, revelando novas partículas subatômicas e explorando as relações complexas entre a matéria e o antimatéria.