Resumo Do Livro O Auto Da Barca Do Inferno
“O Auto da Barca do Inferno” é uma peça teatral em verso, escrita por Gil Vicente no século XVI, que retrata de forma sarcástica e mordaz a crítica social da época, utilizando a alegoria da barca do inferno como pano de fundo. A obra satiriza a corrupção moral, a hipocrisia religiosa e a exploração social presente em Portugal no contexto da Idade Média, explorando temas como a justiça divina, o poder da fé e a superficialidade humana.
O auto da barca do inferno - Auto da barca do inferno- Judeu (podcast
A peça abre com a chegada de almas à beira do rio, separadas em duas filas: os pecadores e os justos. O Diabo, em seu papel de barqueiro, comanda a barca do inferno, conduzindo as almas condenadas. A cena inicial já estabelece a atmosfera sombria e sinistra que permeia o drama, prefigurando o destino dos personagens.
Ao longo da jornada, Gil Vicente apresenta uma galeria de personagens representativos da sociedade portuguesa da época: clérigos avarentos, nobres gananciosos, poderosos corruptos e pessoas comuns em busca de facilidadedes, todos em situações grotescas e hilárias que revelam suas falhas e vícios.
Cada personagem é julgado pelo Diabo, que utiliza inteligência e astúcia para expor suas más ações e revelar sua verdadeira natureza. A obra é repleta de diálogos penetrantes e mordazes, construídos com um humor negro e irascível que provoca riso e reflexões sociais ao mesmo tempo.
No final da jornada infernal, os personagens são destinados por Orfeu, que representa a compaixão e a redenção. A peça termina com uma mensagem de alerta: a humildade, a honestidade e a retidão moral são virtudes imperativas para escapar do destino macabro do inferno.
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